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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Fechamento do Megaupload causa migração de arquivos para a Europa

Com o Megaupload fechado muitos esperavam para observar os primeiros dados e análises sobre a troca de arquivos através dos cyberlockers. Se o Megaupload, hospedeiro de arquivos por excelência, era responsável por 30% de todos os downloads de arquivos na rede, sua queda deveria supor um “avanço” e vitória dos defensores dos direitos autorais. Parece que não, e ao contrário do que o FBI poderia pensar, o fechamento da empresa de Dotcom provocou um movimento para destinos fora dos Estados Unidos, para empresas, principalmente, com base na Europa, que estão esfregando as mãos com a chegada do tráfego do cyberlocker. O tráfego continua e é o mesmo, só mudou de “calçada”, para outros destinos internacionais.

A análise foi realizada por Deepfield Networks e mostra como em apenas 1 hora, após o fechamento do Megaupload no dia 19 de janeiro, se perdeu entre 2% e 3% do volume total de tráfego.

Em outubro de 2011, o Sandvine Networks Global Internet Phenomena informava que ao contrário do que se podia pensar, o streaming de vídeo contribuía com mais tráfego que a troca de arquivos, ou seja, as plataformas como Megavideo superavam a dos jogos on-line. Os dados falavam de 53,6% frente aos 16,6% da navegação web ou 14,3% de troca de arquivos.

Ainda segundo o Sandvine, cerca de 0,98% de todo o tráfego nos EUA estava sob o comando do Megaupload, assim, se previa que após seu fechamento, os usuários migrariam para outros cyberlocker como Mediafire, RapidShare ou Zshare. E assim ocorreu, mas apenas durante os dias seguintes. O efeito dominó do líder de trocas diretas levou ao fechamento do Uploadbox.com e X7, Filesonic e Fileserve proibiram o download de arquivos de terceiros, Uploaded.to proibiu que qualquer IP dos EUA usasse seu serviço para evitar violar as leis no país. Outros ainda, como VideoZer e VideoBB encerraram seus programas de recompensas para os downloads mais populares.

Apesar de tudo parecer indicar que o encerramento do Megaupload haveria funcionado através do medo, não é essa a realidade, houve apenas uma mudança no padrão de distribuição. Em 18 de Janeiro, o Megavideo representava 34,1% de todo o tráfego on-line, Filesonic, seu concorrente mais próximo, possuía 19,1%.

No dia seguinte, 19 de janeiro, sem o Megaupload e a renúncia do Filesonic, Putlocker ficou em primeiro lugar com 27,5% de todos os downloads, seguido de NovaMov e Mediafire.

O que isso significa? a análise de Deppfield Networks nos mostra como a cota passou de apenas uma empresa para várias, até 6 empresas atualmente disputam para aumentar sua fatia de cyberlocker, e juntas somam 80% de todo o tráfego na rede de compartilhamento de arquivos. A análise também revela que apesar de existirem centenas de sites de busca e índices de downloads, legais e ilegais, a maioria dos arquivos está hospedada nos discos dos centros de dados de seis empresas de serviços de hospedagem.

Ao mesmo tempo, indica que com a mudança para Putlocker, NovaMov e Mediafire os arquivos estão sendo compartilhados em distâncias mais longas do que antes, porque os três maiores provedores de downloads estão principalmente na Europa. Neste momento, em vez de servidores nos Estados Unidos, a maior parte do tráfego de troca de arquivos passa pela Europa.

Situação bem diferente do que apresentava o argumento de que após o fechamento do Megaupload teríamos um mundo sem downloads ilegais. Como se é de prever, na sequência de um site, outras opções aparecem.

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